O
primeiro e mais importante aviso deste post é: PODE CONTER SPOILERS!
Se
você já leu o livro, siga com a leitura deste post sem problemas, se você ainda
não leu, mas pretende, fica por sua conta e risco ler ou não ler o conteúdo do
post.
Enquanto
fazia a revisão de O Diário Secreto de
Melissa, pouco mais de um mês atrás, eu pensei muito sobre a cena onde
Melissa e Daniel ficam juntos pela primeira vez.
A
história, apesar de ser de fácil leitura, traz um enredo mais forte, mais
pesado e eu não sabia como uma pessoa que passou por tudo o que Melissa passou
narraria aquela situação, e por esse motivo eu escrevi, reescrevi e modifiquei
essa cena diversas vezes.
Por
fim, resolvi retirá-la do texto final, mas como alguns leitores comentaram
sobre ela, resolvi postá-la aqui no blog.
É um trecho pequeno, aproximadamente 1.000 palavras, mas que conseguem mostrar um pouco do que a Mel estava sentindo naquele momento.
O
trecho abaixo não é recomendado para menores de 18 anos,
porém como eu sempre costumo dizer, cada um sabe o que lê.
Em determinado momento, ele fechou o diário e me olhou.
—Você sabe o quanto isso significou para
mim, não é? Obrigado, obrigado por dividir o seu mundo comigo.
—Obrigada por existir, por ser meu melhor
amigo e por me amar, mesmo eu não sendo perfeita. Agora, você não tem mais só a
minha amizade. Você tem a minha mente, minha alma e o meu coração. Eu amo você.
Por um segundo ele congelou, seus olhos brilhando da mesma forma
que eu sabia que os meus também estavam brilhando, e num piscar de olhos sua
boca estava colada à minha.
Num baque surdo, o diário foi ao chão, ao mesmo tempo em que as
mãos grandes e quentes de Daniel voaram para a minha cintura, me apertando
contra ele, entrando em contato com a pele por debaixo da blusa, apertando
minha carne e me fazendo sentir cada centímetro de seu corpo.
Minhas mãos foram para a barra da sua camiseta, enquanto ele se
dividia entre beijar e mordiscar meu pescoço, tentando – inutilmente – tirá-la.
—O que você está fazendo? – indagou,
abandonando meu pescoço e me olhando meio ofegante e com uma sobrancelha
arqueada.
—Tentando tirar sua camiseta? – respondi,
mas acabou saindo como uma pergunta.
—Não faça isso. – ele sussurrou, e sua
respiração batendo em meu rosto.
—E por que não? – perguntei dando-lhe um
beijo. – Eu estou pronta para o próximo passo, sem medo de errar, sem medo de
ser errado, sem medo de me machucar. Preciso de você.
Depois de fixar seus olhos nos meus, onde eu pude ver sua
indecisão, sua boca atacou-me, e uma de suas pernas se infiltrou entre as
minhas. Eu voltei minhas mãos para a barra de sua camiseta e com sua ajuda,
dessa vez, consegui tirá-la, imediatamente tocando seu peito desnudo.
Migrando seus beijos de minha boca para o meu pescoço e mandíbula,
ele começou, lentamente, a abrir os botões da blusa que eu vestia, hesitando um
pouco antes de abri-la por completo e deixar meu sutiã negro à mostra.
Seus lábios colaram nos meus novamente enquanto, lentamente, ele
abaixava as alças da única barreira entre suas mãos e meus seios, e antes mesmo
que ele os tocasse, senti meu corpo se arrepiar e se tornar quente só com a
expectativa.
Eu não entendia o calor que emanava dentro de mim, mas era bom, e
eu nem queria entender, passando a agir por puro impulso.
Depois de suas mãos terem trabalhado no botão de minha calça jeans
e tê-la fora do meu corpo, seus olhos voltaram para os meus.
—Você tem certeza de que quer continuar?
—Sim, mais que tudo nesse momento.
Num susto, suas mãos me pegaram pela cintura e fomos em direção ao
seu quarto, onde ele me depositou levemente em sua cama, tirando sua calça
antes de voltar seu corpo para cima do meu e me beijar por todo o meu corpo.
Ele sussurrou palavras doces em meu ouvido, antes de trilhar seu
caminho em direção ao meu pescoço. Descendo mais um pouco, seus lábios molhados
passaram direto pelo meu colo e eu gemi em antecipação ao sentir Daniel soprando
o ar para fora de seus pulmões diretamente em um de meus seios, fazendo com que
arrepios contínuos corressem por meu corpo.
Eu fechei meus olhos em deleite, gemendo quando ele abocanhou meu
seio, chupando com vontade, quase o engolindo.
Tenho certeza de ter suspirado quando suas mãos desceram até meu
quadril, pousando-as lá, enquanto sua boca traçava lentamente o mesmo caminho,
demorando-se em meu umbigo, e chegando ao ponto... crítico.
Eu sabia o que estava acontecendo com o meu corpo, entretanto as
sensações estavam acometendo-me de uma forma inesperada e, apesar de ser
completamente normal, eu ainda me sentia cautelosa em relação aos meus atos.
Quando Daniel olhou-me nos olhos, eu entendi que eu não precisava
ser cautelosa. Era o meu Daniel ali, não estávamos fazendo nada errado e, além
do mais, eu sentia uma necessidade de algo que nem eu mesma saberia explicar.
—Você confia em mim?
—Sim.
—Você precisa me dizer se for demais, se
quiser que eu pare, tudo bem?
Assenti com a cabeça levemente, antes que ele unisse seus lábios
aos meus mais uma vez, rapidamente, para logo se instalar no meio de minhas
pernas.
Ele deu um beijo casto em minha virilha, e meu corpo estremeceu em
antecipação ao que eu imaginava que ele estivesse prestes a fazer.
Quando sua língua entrou em contato com o broto inchado e dolorido
em meu sexo, eu descobri o que aquilo era o que o meu corpo estava pedindo.
Um gemido rouco saiu de minha garganta sem que eu tivesse tempo de
controla-lo. Daniel pressionava sua língua em meu clitóris incontáveis vezes e
tudo o que eu podia pensar era se existia algo mais prazeroso que aquilo.
Minha respiração estava acelerada, meu cérebro fora de conexão. Minhas
mãos agiram por si mesmas e pousaram na cabeça de Dan, onde, remexendo em seu
cabelo, eu o forçava a chupar – me chupar – ainda mais forte. Eu sabia que algo
maior estava vindo.
—Mel, eu quero muito isso, mas é só você
dizer a palavra e nós paramos por aqui. – ele disse, olhando em meus olhos.
—O problema é que eu também quero isso.
Muito. Eu não havia percebido até chegarmos aqui, mas eu quero isso tanto
quanto você. Eu quero ser sua, em todos os sentidos.
Seus lábios, então, tomaram os meus, enquanto seu corpo invadia o
meu lentamente, fazendo-me senti-lo completamente até que ele estivesse todo
dentro de mim.
Mãos me tocavam em todos os lugares de meu corpo, acariciando,
beijando, apertando, me fazendo gemer a cada balanço...
Aquele era um dos momentos mais importantes na vida de uma mulher,
algo que muitas delas planejavam antes de acontecer, esperando o momento
perfeito para se entregar, porém, eu não conseguia imaginar algo mais perfeito ou
o momento mais adequado que simplesmente nós dois ali.
Os calafrios, os corpos quentes e, literalmente, grudados um no
outro com o suor, o cheiro, o beijo, os corações acelerados, batendo no mesmo
ritmo, o prazer indescritível que, pela primeira vez, eu estava sentindo e,
principalmente, o carinho com que Daniel fazia amor comigo eram as marcas que
eu precisava para ter certeza de que nunca me esqueceria dessa noite.
Quando seu corpo se conectou ao meu pela última vez, as únicas
palavras que saíram de minha boca, simplificava tudo o que eu estava sentindo,
vindo dele.
—Eu te amo.
Her heart lies awake at night. Calling the sun to warm the skies.
Her ivory hands hold so tightly. To the hope of morning.
Love & Loss, The Honey Trees



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